Energias Renováveis – desenvolvimento limpo e sustentável

Energias Renováveis – desenvolvimento limpo e sustentável

O desenvolvimento económico verificado nas últimas décadas acentuou a necessidade de se descobrirem novas formas de produção de energia que satisfaçam as necessidades das modernas sociedades humanas.
Se atendermos à previsão da Agência Internacional de Energia  (The 2009 World Energy Outlook – International Energy Agency), que aponta para um aumento da procura de petróleo de 2.000 mtoe (milhões de toneladas em equivalência de petróleo) para 16.800 mtoe em 2030, entendemos a necessidade de se desenvolverem formas alternativas de produção de energia.
A própria diferença no ritmo de evolução das diferentes formas de energia acentua esta necessidade: petróleo e gás natural são as fontes de energia que crescem mais lentamente (crescimento anual de 1,2%, de 2005 a 2030), enquanto que as energias renováveis são a fonte de energia que regista maior crescimento expectável (incremento de 2,1% anual de 2005 a 2030).

ENERGIAS RENOVÁVEIS E O ESTADO DO CEARÁ
No campo das energias renováveis, permita-se destacar a realidade do Estado do Ceará: possui 542MW de energia eólica instalada com potencial estimado em cerca de 35 GW e em Tauá procede-se à instalação de uma central solar fotovoltaica que atingirá 50MW de capacidade.
Ainda no Ceará destacam-se experimentos com vista à produção de biocombustíveis a partir de algas, bem como o interesse de investidores estrangeiros em instalar unidades de produção de etanol celulósico e biodiesel de origem não alimentar.
Sublinhe-se ainda a produção de conhecimento científico que é possível observar no nosso estado, destacando-se uma iniciativa académica de prestígio que se realizará em Março de 2011: Ciclo de Conferências “Hidrogéneo e o futuro energético sustentável do Estado do Ceará” – Universidade Estadual do Ceará – UECE (www.uece.br/eventos).

A CONFERÊNCIA DE CANCÚN E O FÓRUM LATINO AMERICANO DE INVESTIMENTO
Congratulamo-nos com os resultados da conferência sobre mudanças climáticas em Cancún ao aprovarem, por 193 países participantes, a criação de um Fundo Verde para ajudar os países menos desenvolvidos nos esforços de preservação do ambiente. Desta forma se ultrapassa parcialmente o fracasso de Copenhaga.
Se bem que não se tenham ainda obtido compromissos para maiores reduções nas emissões de dióxido de carbono, foi um resultado significativo pelo facto de implicar Estados Unidos e China no esforço internacional para a diminuição do aquecimento global.
Apesar de não existirem metas definidas, a nível internacional, para a redução das emissões de dióxido de carbono, existe uma consciência geral, ao nível das pessoas e das organizações, da necessidade de se adoptarem práticas mais defensivas e protectoras do meio ambiente.
As principais empresas mundiais adoptam “práticas verdes” pois sabem tratar-se de uma factor decisivo por parte dos seus consumidores alvo. Igualmente ao nível dos investimentos, é cada vez mais importante, para uma empresa de porte, apresentar características de respeito pelo meio ambiente como forma de atrair investidores e captar recursos. Esta preocupação foi possível de detectar no Fórum Latino Americano de Investimento que decorreu em São Paulo nos dias 8 e 9 de Dezembro de 2010, com os interesses voltados para a palestra conjunta da ECOFOREST (CEO John Unneberg) e da Câmara Brasil Portugal no Ceará (Director de Agronegócios) dedicada ao tema: Ecological Investments in Brazil (http://www.opalgroup.net/conferencehtml/current/latin_american_investment_forum/latin_american_investment_forum_agenda.php).
Sob a forma de conclusão, deseja-se a elevacão da proporção de energias renováveis limpas presente no consumo energético mundial, em detrimento do peso do consumo de energia a partir de energias não renováveis e produtoras de gases com efeito de estufa. Com a expectativa de bom desempenho do Estado do Ceará e do Brasil em geral nesta nova equação de desenvolvimento limpo e  sustentável.


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